Problemas Oculares

Os defeitos de refração (graus) mais conhecidos são a MIOPIA, a HIPERMETROPIA, o ASTIGMATISMO e a PRESBIOPIA (VISTA CANSADA). Trazem em comum uma incapacidade de o olho focalizar os raios luminosos sobre a região da mácula na Retina.

  • CATARATA
  • ESTRABISMO
  • MIOPIA
  • CERATOCONE (ECTASIA CORNEANA)
  • RETINOPATIA DIABÉTICA
  • HIPERMETROPIA
  • CONJUNTIVITES
  • DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI)
  • ASTIGMATISMO
  • PTERIGIO
  • MOSCAS VOLANTES E DESCOLAMENTO DO VÍTREO
  • PRESBIOPIA (VISTA CANSADA)
  • GLAUCOMA
  • DESCOLAMENTO DE RETINA
  • TRANSPLANTE DE CÓRNEA
  • ANEL INTRA CORNEANO (FERRARA OU CORNEAL RING)
  • CROSS LINKING DE COLÁGENO

A Catarata consiste na opacificação progressiva da lente interna que temos dentro dos nossos olhos chamada CRISTALINO. O Cristalino está logo atrás do colorido do olho (IRIS), e seu orifício de entrada de luz (PUPILA). A Catarata é principalmente causada por fatores como idade, tendências genéticas e exposição excessiva a radiação ultravioleta ao longo da vida, atingindo, assim, principalmente pessoas acima de 55 anos.

Outras condições como Diabetes, inflamações intraoculares, traumatismos oculares, uso crônico de algumas medicações (principalmente corticoides, Haloperidol, Clorpromazina), também podem propiciar o surgimento de catarata.

Os sintomas mais presentes nos pacientes portadores de catarata são, inicialmente a perda do contraste das imagens e cores, podendo estas ficar mais enfumaçadas ou amareladas. Algumas pessoas queixam-se de halos ou raios luminosos ao olharem para focos de luz a noite, como a LUA e faróis.

Há então um progressivo déficit de nitidez até que a qualidade de visão se torne limitante.

A Catarata também pode ocorrer em crianças, sendo geralmente, nestes casos relacionada a doenças metabólicas do recém- nascido, má formações oculares ou doenças infecciosas ocorridas durante a gestação como Rubéola, Citomegalovirus e Toxoplasmose.

Muitas vezes a Catarata é popularmente confundida com o Pterígio, que, este sim é uma "pelezinha" que cresce sobre a superfície do olho cobrindo parte do colorido do olho.

Não há tratamento medicamentoso sob nenhuma forma para o tratamento da Catarata.

A cirurgia é a única forma possível e eficaz para solução da Catarata e restabelecimento da qualidade visual.

A cirurgia para catarata mais moderna chama-se FACOEMULSIFICAÇÃO ULTRASSÔNICA COM IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR POR MICROINCISÃO, com a qual a Clinica Brunstein tem experiência de 17 anos e cerca de 6 mil casos operados.

A tecnologia atual já permite a cirurgia de catarata ambulatorial com curtíssima permanência dentro de centro cirúrgico (cerca de 30 a 40 minutos). O procedimento propriamente dito leva em torno de 10 a 20 minutos para ser realizado, podendo ser feito com anestesia local ou tópica (colírios) de acordo com cada paciente e cirurgião.

Através de uma microincisão de cerca de 2 milímetros, o Cristalino opaco (lente interna natural do Olho) é removido por fragmentação ultrassônica e aspiração e substituído por lente intraocular implantável. Esta lente pode ser planejada para além de fazer a substituição do Cristalino, também corrigir ou reduzir graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismos pré -existentes, trazendo maior independência do uso de óculos.

Após a cirurgia são necessários alguns cuidados com a manipulação do olho operado e uso de uso de colírios com antibiótico e anti-inflamatório por cerca de 20 dias.

O paciente operado de catarata, normalmente, pode retornar as suas atividades rotineiras em curtíssimo prazo.

Já temos hoje a possibilidade de também corrigir nesta cirurgia , o grau de Astigmatismo com lentes tóricas, e o grau de perto (vista cansada), implantando-se Lentes Intraoculares Multifocais ou Acomodativas.

QUANDO OPERAR?

A decisão de quando se submeter à cirurgia cabe ao paciente, de acordo com sua vontade de recuperar-se das limitações que catarata está lhe trazendo. A cirurgia mais precoce, quando há menor densidade da catarata, implica em menores quantidades de energia ultrasônica e manipulação dispendidas para remoção deste cristalino opaco, reduzindo o trauma cirúrgico e favorecendo a uma recuperação mais rápida.

Cada um dos nossos olho tem seus movimentos realizados por 6 músculos, comandados por 3 nervos que emergem diretamente do nosso encéfalo e que têm que trabalhar em harmonia com os 6 músculos e 3 nervos do outro olho.

O Estrabismo é um termo genérico que abrange todas as situações nas quais há quebra do paralelismo (desalinhamento) entre os olhos. Como os movimentos oculares são muito complexos podem ocorrer desalinhamentos nos movimentos horizontais, verticais, ou ambos simultaneamente.

Os Estrabismos Horizontais podem ser divididos em Convergentes (quando os olhos desviam para dentro) ou Divergentes (quando os olhos desviam para fora). A maior parte dos estrabismos primários (que surgem naturalmente) aparecem ainda na infância.

Desvios oculares eventuais são normais até os 6 meses de idade, quando as crianças conseguem atingir boa capacidade de fixar o olhar nos objetos. Após esta idade, não se considera mais como normal qualquer tipo de desalinhamento ocular.

Crianças que apresentam desvios oculares podem fixar o olhar alternando os olhos ou fixar sempre com somente um dos olhos. O olho que não esta sendo utilizado tem sua imagem “desligada” pelo cérebro como forma natural de se evitar a visão dupla, que seria muito mais limitante que ver de um só olho, ao que se chama de SUPRESSÃO. Quando o olho fixador é sempre o mesmo e não há alternância, há a tendência do cérebro não desenvolver a capacidade de ver com o olho não utilizado, ao que se chama popularmente de “OLHO PREGUIÇOSO” e tecnicamente se chama de AMBLIOPIA.

Estrabismos surgidos na vida adulta não provocam ambliopia e sim diplopia (visão dupla) e normalmente estão relacionados a doenças neurológicas, traumatismos de face, Hipertireoidismo, etc.

Alguns estrabismos tem relação com defeitos de grau nos olhos das crianças, principalmente a Hipermetropia, cuja correção com óculos é o suficiente para se recompor o alinhamento ocular. A estes Estrabismos se chama Estrabismos Acomodativos.

Assim como os desvios oculares podem ser causa para má visão de um olho, também pode ser consequência. Olhos que tenham alguma outra doença limitante para a visão tendem também a se desalinharem em relação ao olho com boa visão.

Isto pode ser observado em pessoas em que um olho tem, por exemplo lesões de Toxolasmose (infecção que afeta a retina), catarata congênita, tumores oculares, etc...

O tratamento dos Estrabismos pode requerer múltiplos recursos, sendo que na maioria das vezes, a cirurgia é necessária para se recompor o alinhamento ocular.

A AMBLIOPIA (OLHO PREGUIÇOSO) deve ser tratada até cerca de 7 anos de idade, quando a capacidade do cérebro de “aprender” a enxergar começa a se esgotar, porém quanto mais nova fora criança , melhores serão os resultados.

O tratamento da ambliopia consiste basicamente em “forçar” a criança a utilizar o olho “preguiçoso”, o que se faz, principalmente com a utilização de oclusão do olho bom de acordo com a gravidade do déficit visual e idade.

O mau desenvolvimento cerebral da visão pode ter outras causas além do Estrabismo.

Situações como grande diferença de grau entre os olhos (ANISOMETROPIAS) e outras doenças que impeçam uma boa entrada de imagem para um dos olhos, como catarata congênita, opacidades de córnea, também podem causar AMBLIOPIA.

Da mesma forma, crianças com graus altos de Hipermetropias e Astigmatismos em ambos os olhos podem ter mal desenvolvimento visual bilateral, necessitando tratamento com abordagem específica para a causa da Ambliopia. É importante deixar claro que a oclusão NÃO é tratamento para o Estrabismo, mas sim para a Ambliopia possivelmente causada pelo Estrabismo.

A Miopia caracteriza-se pelo fato de as imagens que entram no olho, atingirem seu foco máximo em região a frente da retina, portanto já em processo de desfocalização. Isto ocorre pelo desequilíbrio entre graus das lentes naturais do olho e o comprimento deste.

O foco pode se formar antes da retina caso a córnea ou o cristalino tenham mais graus que o ideal para o comprimento do olho ou se o olho cresceu mais do que deveria, e adquiriu tamanho maior que o ideal para os graus da córnea e cristalino. Esta última, relacionada ao crescimento do olho, é o tipo mais comum de Miopia. Por isto que a doença surge e pode progredir até que o olho pare de crescer.

Os míopes têm, como regra, maior dificuldade quanto mais longe as coisas estão e sua correção com óculos, lentes de contato ou cirúrgicas tem como objetivo levar o foco das imagens para atrás, até atingir a área macular da retina.

O Ceratocone é uma das doenças da córnea chamadas de Ectasias Corneanas. O Ceratocone é, primordialmente, uma doença genética que usualmente se inicia na adolescência e caracteriza-se por um afinamento na espessura corneana provocando progressiva protusão (FORMA DE CONE) da área afinada e, por consequência, surgimento de miopia e astigmatismo progressivo.

CÓRNEA NORMAL (E) / CÓRNEA COM CERATOCONE (D)

O Astigmatismo causado pelo Ceratocone tem como peculiaridade ser do tipo irregular e assimétrico.

O diagnóstico do Ceratocone é feito pelo acompanhamento periódico de um astigmatismo progressivo e confirmado por exames complementares como a TOPOGRAFIA e PAQUIMETRIA CORNEANA, os quais devem ser repetidos periodicamente para comparações.

O Ceratocone acomete, na maioria das vezes, ambos os olhos, porém podendo apresentar estágios de evolução bastante diferentes entre os olhos.

A causa do surgimento do Ceratocone não é bem conhecida, porém já foi bem definido que há estreita relação entre Ceratocone e alergias oculares, atribuindo-se a evolução da Ectasia ao ato de coçar os olhos.

O Ceratocone costuma estabilizar-se espontaneamente entre os 30 e 40 anos de idade.

Para se melhorar a qualidade de visão do paciente portador de Ceratocone, primeiramente opta-se pelo mais simples, que são os óculos. Quando não há mais óculos que possam dar boa qualidade visual, passa-se a opção das lentes de contato. As lentes de contato indicadas para correção visual destes pacientes são principalmente as lentes de contato Rígidas Gás Permeáveis Mono Curva ou de Múltiplas Curvas para melhor encaixe à forma cônica assumida pela córnea.

Para os casos em que se verifica franca piora visual, temos como recurso para estabilização e atenuação do Ceratocone o Cross-Linking de Colágeno e o Implante de Anéis Intra Corneanos (Anel de Ferrara ou Corneal Ring).

Alguns casos muito avançados requerem a substituição da Córnea através de Transplante de Córnea.

Retinopatia Diabética é o nome que se dá as complicações que a Diabete Melitus pode trazer para a Retina.

Qualquer paciente portador de Diabete tipo I ou II pode, em algum momento, começar a apresentar estas complicações mesmo que de forma assintomática e mesmo que mantenham sua Diabete bem controlada.

Sabe-se que o rigoroso controle da Diabete é a melhor forma de se minimizar os riscos da Retinopatia Diabética , porém , não necessariamente é suficiente para evitá-la por completo.

A Retinopatia Diabética caracteriza-se, principalmente por alterações dos micro vasos sanguíneos que nutrem de sangue nossa retina.

Inicialmente podem aparecer micro aneurismas, micro hemorragias e vazamentos das gorduras sangüíneas para dentro da Retina . Nas fases mais avançadas há déficit de fluxo de sangue (Isquemias) para partes da Retina, principalmente áreas mais periféricas, e edema, principalmente na parte mais central (Mácula).
Vasos anormais se formam sobre a Retina e para dentro do Vítreo como uma tentativa natural do organismo compensar os vasos obstruídos, porém estes novos vasos , chamados de NEOVASOS, tendem a se romper e causar novas e mais severas hemorragias e DESCOLAMENTO DA RETINA.

Exames como a Angiografia Fluorescente e OCT são muito importantes para avaliação mais precisa da gravidade da situação.

A melhor conduta é a prevenção através de consultas periódicas ao oftalmologista.

Nos casos em que há necessidade de intervenção médica , a Fotocoagulação com Laser ainda é a maior aliada para controlar os casos mais severos de Retinopatia Diabética.

A Hipermetropia caracteriza-se por condição inversa da Miopia. As imagens que entram nestes olhos ainda estão desfocadas, quando atingem a área macular da retina, e se focalizariam atrás do olho.

Na maior parte das vezes isto ocorre, porque o olho tem comprimento menor que o ideal para os graus de sua córnea e cristalino. Podendo, também, a Córnea ter grau menor que o necessário para focalizar as imagens até atingir o fundo do olho.

Como a Hipermetropia normalmente relaciona-se a um olho com tamanho pequeno, pode-se considerar uma característica normal nas crianças pequenas, pois o olho destas está em crescimento. O Olho do bebê nasce com cerca de 17 mm de comprimento, atingindo o tamanho de 23,5 mm normal do olho humano adulto em torno dos nove e oito anos de idade.

O nosso cristalino (lente Interna do olho) tem a capacidade de aumentar seu grau mediante a necessidade, compensando a hipermetropia natural da criança ao longo do crescimento gradual do globo ocular. Este mecanismo de compensação exige contração do músculo ciliar (interno do Olho) ao que se chama de mecanismo de ACOMODAÇÃO.

Os olhos que se mantêm hipermetropes, são aqueles que têm lentes naturais com menos graus que a necessidade para o tamanho, ou nasceram com comprimento ainda menor que o usual para os bebês ou ainda, cujo crescimento foi insuficiente para atingir o tamanho ideal para suas lentes naturais focalizarem as imagens na área macular da sua Retina.

Os Hipermétropes, normalmente queixam-se de maior desconforto para a visão próxima e se tornam mais sintomáticos quanto maior grau e mais idade se tem.

A conjuntivite é um processo inflamatório da membrana que reveste externamente o globo ocular chamada CONJUNTIVA. Este processo inflamatório pode ter varias origens, mas principalmente são causadas por agentes virais, bacterianos ou de origem alérgica.

Conjuntivites Virais: São caracteristicamente agudas, com aparecimento rápido de sintomas como sensação de areia nos olhos, vermelhidão, edema palpebral e lacrimejamento. Alguns casos, dependendo dos vírus podem também apresentar hemorragias conjuntivais.

A queda da qualidade visual pode indicar comprometimento concomitante da córnea.

As conjuntivites virais são, na maior parte das vezes, auto limitadas, ou seja, curam-se mesmo sem tratamento, após um ciclo de vida do vírus em torno de 14 dias, podendo se a manifestar em um ou ambos os olhos, mesmo que não de inicio simultâneo.

São altamente contagiosas pelo contato direto do seu olho com secreção ocular de pessoa contaminada, através das mãos. Não passa pelo ar. Portanto recomenda-se para os pacientes contaminados, evitar compartilhamento de toalhas, travesseiros ou outros utensílios pelo período de cerca de uma semana após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Os tratamentos realizados visam, principalmente, para trazer conforto ao paciente até que o ciclo viral se cumpra.

Alguns casos podem desenvolver placas de muco dentro das pálpebras que devem ser removidas durante o tratamento (conjuntivites membranosas ou pseudo membranosas). Comumente há aparecimento de "íngua" logo a frente do ouvido.

Os pacientes que têm comprometimento corneano podem ter turvação visual duradoura, devido a infiltração da córnea por células de defesa como resposta imunológica tardia do organismo contra o vírus. Esta pode durar até um ano e requer tratamento longo a base de corticoides ou outro imunossupressor local. Quando ficam cicatrizes corneanas que comprometam a qualidade visual, estas podem ser removidas com Excimer Laser em um procedimento chamado PTK.
As características das conjuntivites virais variam de acordo com a imunologia de cada paciente e pelo tipo de vírus causador.

CONJUNTIVITE BACTERIANA: As conjuntivites bacterianas têm como principal característica a intensa purulência. Frequentemente surgem como uma complicação de uma conjuntivite viral na qual as bactérias com as quais normalmente convivemos, encontram um ambiente propício para proliferarem.
O tratamento é feito basicamente com uso de antibióticos na forma de colírios por cera de uma semana.

As Conjuntivites Bacterianas são pouco contagiosas.

CONJUNTIVITES ALÉRGICAS: As conjuntivites alérgicas têm como principal sintoma a coceira. Podem ser causadas por inúmeros fatores, sendo os mais freqüentes o pólen de flores (Conjuntivite Primaveril ou Sazonal), pêlos de animais, pó doméstico, etc...

Podem ser de manifestações leves como coceira e muco até graves, nas quais podem ocorrer intenso processo inflamatório ocular e úlceras de córnea.
As conjuntivites alérgicas comumente precisam de tratamento crônico a base de Anti-Histamínicos e uso de Corticóides, como auxilio, porém por curtos prazos.

As Conjuntivites Alérgicas não são contagiosas.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) , como o próprio nome já define , é uma doença de origem genética, que afeta principalmente pessoas de pele clara e de descendência norte-européia acima de 50 anos. A doença, considerada como um envelhecimento acelerado e precoce da Retina, caracteriza-se no seu início, por formação de pequenos corpúsculos de detritos celulares na região central da Retina (Mácula) chamados de DRUSAS em ambos os olhos.

Ocorre posteriormente a atrofia da camada mais profunda da retina chamado Epitélio Pigmentar.

Caso a Degeneração se mantenha com esta característica atrófica , chama-se Degeneração Macular tipo Seca .

Em alguns pacientes ocorre a formação de uma membrana de tecido fibroso e vasos sanguíneos anômalos abaixo da Retina , que tendem a provocar edema e hemorragias sub-retinianas, ao que se chama de Degeneração Macular tipo Exsudativa ou Úmida.

Esta doença afeta quase que exclusivamente a região central da retina e conseqüentemente do campo visual.

No inicio o sintoma mais freqüente é de deformação das imagens (METAMORFOPSIA), para mais tardiamente o paciente queixar-se de uma mancha escura no centro da visão.

Hoje já se tem bastante definido que a exposição a luz solar aumenta o risco de evolução da DMRI, portanto sugere-se uso de óculos com proteção solar.
O TRATAMENTO DEPENDE DO TIPO DE DMRI.

Para DMRI seca indica-se uso crônico de medicamentos anti-oxidantes no objetivo de retardar ou estabilizar o envelhecimento das células retinianas maculares.

Para os casos de DMRI exsudativas, mais recentemente iniciou-se o uso de aplicações intra-oculares de Agentes Anti-Angiogênicos como o AVASTIN e o LUCENTIS, com objetivo de fazer regredir as MEMBRANAS SUB-RETINIANA.
As DMRI severas podem trazer importante perda da qualidade da visão central, portanto o tratamento deve ser buscado sempre o mais cedo possível.

O Astigmatismo caracteriza-se pelo fato de, principalmente a Córnea, ou Cristalino terem assimetrias que provocam focalizações assimétricos dos raios de luz. Portanto, alguns raios de luz focalizam-se em um determinado ponto do olho enquanto outros se focalizam antes ou depois destes.

As pessoas com astigmatismo podem sentir dificuldade para qualquer distância, porém normalmente queixam-se mais em situações de visão para longe e em baixa luminosidade.

Os Astigmatismos comuns surgem no inicio da infância, modificando-se pouco durante a vida.

Doenças que comprometam a Córnea como lesões traumáticas ou genéticas como Ceratocone, podem induzir a altos graus de Astigmatismos muito irregulares e progressivos.

Os Astigmatismos frequentemente são acompanhados por Miopias ou Hipermetropias, chamando-se estes de Astigmatismos Compostos.

O pterígio é uma “pele” avermelhada e saliente chamada popular e equivocadamente de “Catarata Externa”, que cresce normalmente nos cantos internos da superfície ocular e que se projetam sobre a córnea, trazendo desconforto e vermelhidão ocular.

As causas são principalmente fatores genéticos e fatores externos como exposição crônica a radiação ultravioleta. Dependendo do tamanho e velocidade de crescimento do Pterígio, este pode causar perda de qualidade visual.

O Procedimento realizado para tratamento deste consiste na retirada do Pterígio com transplante de parte da conjuntiva sadia (membrana que reveste a superfície do globo ocular) para a área do pterígio retirado. Esta técnica evita o retorno do pterígio em mais de 90% das vezes.

Atrás do Cristalino há uma grande cavidade esférica chamada de Câmara Vítrea, preenchida por um gel translúcido chamado VÍTREO, responsável também por manter a estrutura, tônus e transparência do trajeto da luz até o fundo do olho.

O Vítreo é envolto por uma delicada membrana chamada Hialóide que por sua vez é aderida a Retina e Papila Óptica.

Com o passar dos anos o gel Vítreo tende a reduzir sua densidade e a Hialóide tende a perder aderência com a Retina e Papila Óptica a ponto de, em cerca de 30% das pessoas acima de 50 anos , o Vítreo se contrai e a Hialóide, espontaneamente, se desgruda da Retina e Papila ao que chamamos de DESCOLAMENTO POSTERIOR DO VÍTREO. Nestes casos, algumas partes mais densas do Vítreo e da Hialóide ficam "flutuando" dentro da câmara vítrea, sendo percebidos como pontos escuros ou "teias" móveis na visão. Estes pontos são Chamados de "MOSCAS VOLANTES" ou, em inglês, "FLOATERS" (flutuantes).

As MOSCAS VOLANTES são mais perceptíveis em situações de maior claridade ou quando se olha para coisas de fundo claro, como papel branco, paredes claras, areia da praia, etc... As MOSCAS VOLANTES tendem, a permanecer, mas serão cada vez menos percebidas.

É comum, nos dias subseqüentes ao Descolamento do Vítreo, a queixa de ver "RELÂMPAGOS", "RAIOS PRATEADOS" ou "FLASHES" na lateral da visão, mesmo estando no escuro. Isto indica que o Vítreo ainda permanece preso a partes da Retina e em certos momentos está "dando puxões" nesta. Cada puxão é um relâmpago.

Estes relâmpagos tendem a desaparecer em cerca de 20 dias, quando o Vítreo descolado acomoda-se. Porém todo paciente com este sintoma deve submeter-se a exame de MAPEAMENTO DE RETINA minucioso, pois estes puxões podem provocar rasgos ou buracos na Retina, a partir dos quais podem ocorrer DESCOLAMENTO DE RETINA, situação GRAVE e URGENTE, com grande risco de perda visual severa.

Outras situações também podem provocar o Descolamento Posterior do Vítreo e Moscas Volantes como traumatismos oculares e inflamações intra oculares (Uveítes).

A Presbiopia, também chamada de "Vista Cansada", caracteriza-se pela dificuldade progressiva para ver imagens de perto. Esta é uma condição normal a todas as pessoas após os 40-45 anos, e deve-se a uma incapacidade crescente do nosso cristalino modificar seu próprio grau para focalizar objetos próximos.

A progressão do grau para perto vai depender também da presença ou não de outros problemas de grau como a Hipermetropia ou Miopia, necessitando ou não de correção Multifocal (longe e perto).

Alguns míopes, pelo fato de verem bem para perto, quando estão sem a correção da miopia, simplesmente optam por tirar os óculos para ler.

Os Hipermétropes tendem a sentir as dificuldades da Presbiopia mais precocemente que os Míopes.

Nos dias atuais, existem opções cirúrgicas ou lentes de contato para quase todas estas condições acima: Miopia, Hipermetropia, Astigmatismo e Presbiopia.

O glaucoma é uma doença ocular de origem principalmente genética (glaucomas primários) e que se caracteriza por aumento da pressão intra ocular acima dos valores normais (entre 7 e 21 mmHg) com consequente dano progressivo ao Nervo Óptico, trazendo assim perda gradual do campo visual. Atinge principalmente pessoas acima de 40 anos e por ser normalmente indolor, seu diagnóstico é feito principalmente em consultas de rotina, nas quais se realiza a medida da pressão intraocular (tonometria) e avaliação do Nervo Óptico pelo exame de fundo de olho. A escavação normal da papila, ocupa até cerca de 50% do diâmetro total desta, podendo algumas pessoas terem escavações maiores que o normal por características genéticas.

Escavações maiores que o normal ou assimétricas, quando comparadas ao outro olho, podem indicar possibilidade de Glaucoma, mas o mais importante é que estas escavações mantenham seu tamanho constante, seja ele qual for.

Para confirmação e acompanhamento dos casos suspeitos ou definidos como Glaucoma, são necessários exames complementares como Campimetria Computadorizada (Campo de Visão), Gonioscopia, Papilografia, Paquimetria e OCT (Tomografia de Coerência Óptica).

GLAUCOMA CRÔNICO DE ÂNGULO ABERTO: O glaucoma mais frequente é o chamado Glaucoma Crônico de Ângulo Aberto atingindo cerca de 1 para cada 200 adultos acima dos 40 anos. Chama-se de Ângulo Aberto, pois o encontro entre a Córnea e a Íris se faz em um amplo ângulo, não representando este espaço, obstáculo ao fluxo normal do Humor Aquoso.

GLAUCOMA CRÔNICO DE ÂNGULO ESTREITO: O segundo tipo mais comum, chama-se de Glaucoma Crônico de Ângulo Estreito, no qual o ângulo de encontro entre Córnea e Íris é pouco amplo, dificultando mecanicamente o fluxo de Humor Aquoso, atingindo cerca de 1 para cada cerca de 2000 adultos acima dos quarenta anos.

GLAUCOMAS SECUNDÁRIOS: Existem ainda vários outros tipos de Glaucoma causados por outras doenças oculares, traumatismos ou uso de certas medicações, chamados de Secundários que requerem abordagens especificas à causa.

O tratamento dos Glaucomas visa reduzir a pressão ocular a níveis normais que evitem dano progressivo ao do Nervo Óptico. Este tratamento é primordialmente medicamentoso na forma de colírios específicos, que podem ser utilizados isolados ou de forma combinada.

Nos casos em que não se obtém pressão ocular satisfatória e estabilização do dano ao Nervo Óptico, pode-se optar pelos tratamentos cirúrgicos chamados TABECULECTOMIA, IRIDOTOMIA E IRIDOPLASTIA COM LASER.

A TRABECULECTOMIA tem como objetivo criar uma via alternativo para drenagem do liquido interno do olho (Humor Aquoso), reduzindo assim a pressão ocular.

As IRIDOTOMIAS ou IRIDOPLASTIAS COM LASER são opções para o tratamento dos glaucomas de ângulo estreito em que, com o laser, cria-se pertuitos ou aplanação na Íris, melhorando o fluxo de Humor Aquoso dentro do olho.

Nenhum dos tratamentos cirúrgicos são garantias de eliminação do uso de colírios.

Estas cirurgias para glaucoma podem em alguns casos ser realizadas juntamente com a cirurgia da catarata.

GLAUCOMA CONGÊNITO: O Glaucoma Congênito é um tipo de Glaucoma que não guarda nenhuma relação com os Glaucomas que iniciam na vida adulta. Este tipo especifico de Glaucoma ocorre bilateral ou unilateralmente, por má formação da Malha Trabecular (local de reabsorção do humor aquoso), causando represamento deste liquido dentro do olho com conseqüente aumento da pressão ocular.

Crianças com este tipo de Glaucoma , normalmente já nascem com olhos caracteristicamente maiores que o normal e com as Córneas opacas por inchaço pela pressão extrema. Este tipo de Glaucoma como regra, requer procedimento cirúrgico mais breve possível chamado TRABECULOTOMIA.

A Retina é a fina membrana que reveste todo o fundo do olho até logo atrás da Iris. A Retina é formada essencialmente por Neurônios distribuídos em 10 camadas de células especializadas na captação dos estímulos luminosos externos e na transformação destes em impulsos elétricos que serão conduzidos pelo Nervo Óptico até nosso Cérebro, onde se formarão as imagens.

Quando a retina se desprende do leito é o que chamamos de DESCOLAMENTO DE RETINA. Uma das condições mais URGENTES em oftalmologia.

Esta situação normalmente é conseqüência de uma ruptura ou buraco que se forma na Retina e por onde liquido se infiltra separando-a do seu leito.

Existem condições que propiciam ao Descolamento de Retina como DEGENERAÇÕES DA PERIFERIA DA RETINA, as quais tem forte característica hereditária e são muito mais frequente em pessoas com Miopia.

Outras situações como traumas oculares, inflamações intraoculares, cirurgias intraoculares, Retinopatia Diabética severa, também podem provocar o Descolamento de Retina.

Normalmente o aparecimento dos buracos e rupturas é precedido pelo Descolamento do Vítreo e tem os “FLASHES” como SINAIS DE ALERTA.

Quando o Descolamento da Retina já está mais instalado , em geral , as pessoas queixam-se de “UMA CORTINA PRETA TAMPANDO PARTE DA VISÃO”.

Quando detectado no inicio o descolamento mais amplo pode ser evitado com aplicação de laser para “soldá-la” ao seu leito, poupando a qualidade da visão.

Casos diagnosticados mais tardiamente requerem cirurgia mais invasiva o mais urgente possível, pois o tempo é o maior inimigo da recuperação visual.

O Transplante de Córnea consiste na substituição da córnea doente por uma Córnea de doador. Diferentemente dos demais órgãos transplantados, a córnea pode ficar conservada por até dez dias em condições ideais.

Também diferentemente do demais órgão transplantados, as córneas sofrem pouca rejeição, sendo o transplante de tecido humano de maior sucesso biológico entre todos os transplantes realizados. Assim, os Transplantes de Córnea não obrigam os pacientes ao uso crônico de medicamentos imunossupressores.

A córnea transplantada é fixa ao olho do paciente receptor por pontos em número médio de dezesseis. Estes pontos tracionam a Córnea distorcendo a visão até que possam ser retirados, o que acontece, geralmente, após 6 meses da cirurgia.

Sabe-se hoje que quanto mais idade tiver o paciente, maior será o tempo de viabilidade desta córnea transplantada. Na média, um transplante de córnea tem vida útil de 20 anos, podendo ser mais ou menos dependendo de várias condições clínicas de cada paciente .

Portanto, nos casos de Ceratocone, procura-se postergar o transplante ao máximo através dos procedimentos de Cross-Linking e Implante de Anel Intra Corneano.

Os Anéis Intracorneanos Implantáveis na realidade são segmentos de anéis, ou seja, Arcos Corneanos. Estes segmentos são confeccionados em um tipo especial de Acrílico chamado PMMA, material muito utilizado em diversos implantes médicos há muitos anos.

Estes arcos têm perfil triangular e podem ser implantados em espessuras e comprimentos diferentes num número de um a quatro segmentos, de acordo com cada caso. O implante de anéis corneanos tem como objetivo regularizar córneas com altos astigmatismos irregulares provocados, principalmente por Ceratocone (doença genética que provoca um afunilamento e deformação da córnea em forma de Cone).

O procedimento requer boa avaliação para a melhor escolha dos segmentos de anéis a serem implantados.

Obtém-se bons resultados em mais de 80% dos pacientes, desde que se respeite os critérios de indicação.

O implante de segmentos de Anéis Intracorneanos é um procedimento reversível, portanto pode ser refeito ou desfeito caso não se atinja resultados satisfatórios.

O procedimento é realizado de forma ambulatorial sob anestesia tópica ( colírios) e leva cerca de 20 minutos.

O Crosslinking de colágeno consiste em uma aplicação de determinado comprimento de onda da luz ultravioleta sobre a córnea embebida em solução de Riboflavina ( Vitamina B12) o que induz ao aumento das ligações entre as fibras de colágeno (proteína responsável pela estrutura da córnea) provocando um enrijecimento da córnea.

É indicado para casos de Ceratocone que estão apresentando progressiva piora com objetivo de estabilização da condição do momento.

O procedimento demora cerca de 50 minutos, e é realizado de forma ambulatorial sob anestesia tópica (colírio).

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